sábado, 8 de janeiro de 2011

Um giro pela modernidade

"Os Gêmeos"
Dupla de irmãos gêmeos idênticos Otávio e Gustavo são grafiteiros de mão cheia. Formados em desenho de comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos da Campos, começaram a pintar grafites em 1987 no bairro em que cresceram, o Cambuci, em São Paulo. Influenciados pelo hip hop tradicional e pela pichação gradualmente tornaram-se uma das influências mais importantes na cena paulistana, ajudando a definir um estilo brasileiro de grafite. Seus trabalhos abordam temas variados que vão de retratos de família à crítica social e política. Eles podem ser vistos em diferentes cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros paises.
 Vejam alguns exemplos. 











Vik Muniz
Vik Muniz é desenhista, pintor e gravador. Seus trabalhos exploram temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Ele faz uso de técnicas diversas e frequentemente emprega em obras materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira.
Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.


Veja alguns exemplos.




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Museus do Rio

Que tal também aproveitar suas férias com muita arte e cultura?
Aqui estão algumas sugestões e endereços no Rio de Janeiro.
Bom proveito!!!

. Retrospectiva Luis Buñuel no MAM-Rio

A Cinemateca do MAM-Rio, dá início à retrospectiva dos 23 filmes do cineasta Luis Buñuel, um dos maiores nomes da história do cinema. A mostra se inicia com o filme O estranho caminho de São Tiago e se encerra com o filme Escravas do amor. Entrada franca.

Datas: de 7 a 30 de janeiro de 2011

Para conhecer toda a programação da retrospectiva é só acessar o site do MAM-Rio.

Local: Museu de Arte Moderna - Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro-RJ

Telefone: (21)2240-4944



. O mundo mágico de Escher está no CCBB-Rio

O Centro Cultural Banco do Brasil está expondo cerca de 100 obras de Mauritius Cornelis Escher, incluindo as mais conhecidas, além de um filme 3D e de instalações que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que o artista holandês utilizava em seus trabalhos. As obras vieram de seu país de origem.

Entrada Franca

Data: até 27 de março de 2011

Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h

Local: CCBB-RIO – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro-RJ

Agendamento de visitas monitoradas: de segunda a sexta, das 9h às 18h pelos telefones: (21) 3808-2070 e 3808-2254

Mais informações pelo telefone: (21) 3808-2020


. Exposição Encontro – a arquitetura de Oscar Niemeyer no MAC

A fotógrafa alemã-persa Patrícia Parinejad traz uma seleção de imagens da arquitetura de Niemeyer feitas em diferentes partes do mundo. O Museu de Arte Contemporânea de Niterói, umas das construções mais famosas do mestre, é, portanto, um dos locais mais apropriados para tal exposição.

Data: até 13 de março de 2011

Funcionamento do espaço expositivo: de terça a domingo das 10h às 18h

Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói-RJ

Mais informações pelo telefone (21) 2620-2400


. Exposição comemorativa dos 80 anos de Ferreira Gullar no MNBA

Para comemorar os 80 anos do poeta Ferreira Gullar, o Museu Nacional de Belas Artes realiza a exposição Gullar 8 & 80, com fotos inéditas do poeta, objetos pessoais (como sua máquina de escrever e a primeira página manuscrita do Poema Sujo, entre outros), pinturas e aquarelas feitas por Gullar.

Data: até 13 de março de 2011

Endereço: MNBA - Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro-RJ

Horário: De terça a sexta-feira, das 10 às 18h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Telefone: (21) 2219-8474

Ingressos: R$5,00 (meia: R$2,00). Grátis aos domingos.

Venda de ingressos e entrada de visitantes até 30 minutos antes do fechamento do Museu.


. Exposição de grafite em skates

Até 31 de janeiro de 2011 acontece no Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino a exposição de arte urbana de grafite em pranchas de skate. Jovens, skatistas, grafiteiros ou quem gosta de arte pop não pode deixar de ir.

Endereço: Rua Leonel Franca, s/nº (em frente ao Planetário),

Gávea. Rio de Janeiro, RJ.

Tel.: (21) 2249-2286

Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9h às 17h.

Entrada Franca.


. Museu do Índio: A presença do invisível

A exposição A presença do invisível na vida cotidiana e ritual entre os povos indígenas do Oiapoque apresenta facetas da vida cotidiana e o ritual dos povos indígenas que habitam diferentes terras na região fronteiriça do Brasil conhecida como Oiapoque. É imprescindível para quem quer conhecer mais a cultura de um dos povos formadores do Brasil.

Horário: de terça a sexta-feira, das 9 às 17h; sábados, domingos e feriados, das 13 às 17h

Entrada: R$ 3,00.

Endereço: Museu do Índio - Rua das Palmeiras, 55 – Botafogo, Rio de Janeiro-RJ

Mais informações pelos telefones (21) 3214-8702 e 3214-8705



. Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB
Rua Primeiro de Março 66, Centro, Rio de Janeiro.
CEP 20010-000
Tel. 3808-2020

. Centro Cultural Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de são Vicente 476, Gávea, Rio de janeiro.
CEP 22451-040
Tel. 3284-7400

. Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora s/n°, Centro, Rio de Janeiro
CEP 20021-200
Tel. 2550-9224
http://www.museuhistoriconacional.com.br/

. Museu Nacional
Quinta da Boa Vista s/n°, São Cristóvão, Rio de Janeiro
CEP 20550-220
Tel. 2568-8262/2254-4320

. Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC
Mirante da Boa Viagem s/n°, Niterói, Rio de Janeiro
CEP 24210-390
Tel. 2620-2400/2620-2481
http://www.macniteroi.com/

. Museu Casa do Pontal
Est. Do Pontal 3295, Recreio, Rio de Janeiro
CEP 22785-560
Tel. 2490-3278
http://www.museucasadopontal.com.br/

. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM
Av. Infante Dom Henrique 85, Centro, Rio de Janeiro
CEP 20021-140
http://www.mamrio.com.br/

. Museu Nacional de Belas Artes – MNBA
Av. Rio Branco 199, Centro, Rio de Janeiro
CEP 20040-006
http://www.mnba.gov.br/

. Museu do Folclore Edson Carneiro – MFEC
Rua do Catete 179-181, Catete, Rio de Janeiro
CEP 22220-000
Tel. 2285-0891

. Museu do Índio
Rua das Palmeiras 55, Botafogo, Rio de Janeiro
CEP 22270-070
Tel. 2286-8999

domingo, 19 de setembro de 2010

Surrealismo

Inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais, surge em Paris, liderado pelo poeta e crítico André Breton (1896-1966), um movimento artístico e literário que reune artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo ganhando dimensão internacional. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), mas também pelo Marxismo, o Surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo racionalismo. Dessa maneira, as obras surrealistas não seguiam nenhum padrão estético e não se prendiam à moral, à lógica e à razão. Elas muitas vezes pareciam sem sentido, mas na realidade representavam os pensamentos mais íntimos e verdadeiros do ser humano. Assim temos uma mistura do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente como principal característica desse movimento. Entre as muitas técnicas utilizadas estão a colagem e a escrita automática.

Um dos principais manifestos do movimento é o Manifesto Surrealista de 1924. No manifesto e nos textos escritos posteriores, os surrealistas rejeitam a chamada ditadura da razão e valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra. Humor, sonho e a contra lógica são recursos a serem utilizados para libertar o homem da existência utilitária. Segundo esta nova ordem, as idéias de bom gosto e decoro devem ser subvertidas.
Além de Breton seus representantes mais conhecidos são Antonin Artaud no teatro, Luis Buñuel no cinema e Max Ernst, René Magritte nas artes plásticas. Com o passar do tempo, muitos artistas juntaram-se ao grupo, entre eles o pintor e designer Marc Chagall e os pintores e artistas gráficos espanhóis Joan Miró e Salvador Dali.
A escrita automática procura buscar o impulso criativo artístico através do acaso e do fluxo de consciência despejado sobre a obra. Procura-se escrever no momento, sem planejamento, de preferência como uma atividade coletiva que vai se completando. Uma pessoa escreve algo num papel e outro completa, mas não de maneira lógica, passando a outro que dá seqüência. O filme Um Cão Andaluz de Buñuel é formado por partes de um sonho de Dali e outra parte do próprio diretor, sem necessariamente objetivar-se uma lógica consciente e de entendimento, mas uma discurso inconsciente que procure dialogar com outras leituras da realidade.

Em 1929, os surrealistas publicam um segundo manifesto e editam a revista A Revolução Surrealista.

Nos anos 30, o movimento internacionaliza-se e influencia muitas outras tendências, conquistando adeptos em países da Europa e nas Américas. No Brasil, o surrealismo é uma das muitas influências captadas pelo modernismo. Podemos observar características surrealistas nas pinturas de Ismael Nery, Tarsila do Amaral, Cícero Dias e nas esculturas de Maria Martins.



sábado, 7 de agosto de 2010

CADERNO DE ARTES: Folclore

CADERNO DE ARTES: Folclore

Folclore

Desde que o homem surgiu em nosso planeta, ele tem buscado soluções para auxiliar em sua sobrevivência, tais como: fabricar utensílios, plantar, cozinhar, construir abrigos.
Essas soluçõoes foram sendo aperfeiçoadas ao longo do tempo de forma espontânea e anônima, nos diferentes grupos humanos criando uma diversidade de usos e costumes relacionados às condições de vida de cada comunidade. Com o tempo, estes costumes foram sendo levados de um país para o outro e devidamente adaptados pela sociedade local, tornaram-se populares. No brasil, por exemplo, nossos usos e costumes foram criados e desenvolvidos a partir dos indígenas, dos portugueses, dos escravos africanos e de todos os imigrantes que vieram para cá. As influências estão presentes em nosso cotidiano: nas comidas, no artesanato, no vestuário, nos meios de transporte, nas profissões. Por isso mesmo, acabaram fazendo parte do folclore nacional. Podemos entender como folcore o conjunto de tradições, conhecimentos, crenças populares, lendas músicas, danças, adivinhações, provérbios, superstições, brinquedos, brincadeiras, jogos, poesias artesanato, contos, enfim tudo aquilo que faz parte da cultura e da memória de um povo.
Para que um fato seja considerado folclórico, ele deve possuir algumas características. São elas:
. Antiguidade - vem de um tempo muito remoto
. Anonimato - não tem autor conhecido
. Constância - sobrevive em todo o país e em cada região com seu toque típico, apesar do avanço tecnológico
. Tradição - são narradas oralmente pelas pessoas mais idosas
. Espontaneidade - é um modo de sentir, pensar e agir que os membros da coletividade exprimem ou identificam como seu, sem que isto seja levado por influência direta de instituições estabelecidas
. Funcionalidade - o povo não conhece o ato gratuito. Tudo que faz tem um destino, preenche uma função. Revela o modo de ser, a mentalidade de um grupo primitivo ou popular, exatamente pelas funções que cumpre.
. Aceitação coletiva - sem ela não se torna folclórico. Essa aceitação faz com que o autor fique anônimo, e a obra passa a ser patrimônio de todos.
As diferentes manifestações populares têm sido retratadas ao longo do tempo por nossos artistas plásticos da arte figurativa, registrando a vida cotidiana, com imagens e figuras próximas da realidade. Heitor dos Prazeres e Waldomiro de Deus são dois bons exemplos.

   




segunda-feira, 12 de abril de 2010

IX. Abstracionismo

De um modo bem amplo, a palavra abstracionismo pode ser aplicada a qualquer obra de arte que não faça uma representação imediata dos objetos. O artista abstracionista usa cores, linhas e manchas para criar formas indefinidas, não copiando a realidade.
O pintor russo Wassily Kandinsky é considerado o iniciador da pintura abstrata.
O abstracionismo dominou a pintura moderna e se diversificou em duas tendências: o abstracionismo informal e o abstracionismo geométrico.
O abstracionismo informal expressa os sentimentos e as ideias do artista, e este, com total liberdade de expressão, utiliza cores e formas de maneira espontânea.
No abstracionismo geométrico as formas as cores são organizadas e a base da composição são linhas e figuras geométricas. Malevitch e Piet Mondrian são alguns dos representantes desse estilo.
No Brasil, esse movimento manifestou-se principalmente no trabalho de alguns artistas japoneses. Os mais conhecidos desse grupo são Manabu Mabe e Tomie Ohtake.
Muitos outros pintores brasileiros ligaram-se ao informalismo. Dentre eles, podemos citar Iberê Camargo, Wega Nery e Henrique Boese.

domingo, 11 de abril de 2010

VIII.Neoimpressionismo

Em 1886, realizou-se a última exposição coletiva do grupo de artistas impressionistas.
Dessa exposição participaram dois pintores que dariam uma nova tendência ao movimento Georges Seurat e Paul Signac.
Basicamente, o trabalho desses dois artistas aprofundou as pesquisas que os impressionistas realizavam quanto a percepção óptica. Seurat acabou reduzindo as pinceladas a um sistema de pontos uniformes que, no conjunto, davam ao observador a percepção de uma cena.
As figuras, na tela, eram representadas em minúsculos fragmentos ou pontos, cabendo ao observador percebê-las como um todo plenamente organizado. Por essa razão, a técnica foi chamada de Pontilhismo ou Divisionismo.
 Esta técnica baseia-se na lei das cores complementares, avanço científico impulsionado no século XIX, pelo químico Michel Chevreul. Trata-se de uma consequência extrema dos supostos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser justapostas e não mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas.
No Brasil, diversos artistas atuantes no período da Primeira República (1889-1930), empregaram procedimentos divisionistas, especialmente em suas paisagens e pinturas decorativas. Entre outros podemos destacar, Belmiro de Almeida, Eliseu Visconti, Rodolfo Chambelland, Artur Timóteo da Costa e Guttmann Bicho. O painel central do teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro é um exemplo de pintura decorativa onde Eliseu Visconti empregou vários estilos e procedimentos artísticos, inclusive o pontilhismo.





VII. Impressionismo

No século XIX, surge na pintura européia, um movimento artístico que não se preocuparia mais com os preceitos do Realismo ou da academia: o Impressionismo. A princípio, esse nome teve um cunho pejorativo. Foi um rótulo colocado ao trabalho de um grupo de artistas que, de acordo com os críticos da época, acreditavam na impressão do momento como algo tão importante que se bastava por si mesma, dispensando as técnicas tradicionais acadêmicas. Esses artistas realizaram inúmeras exposições em Paris entre 1874 e 1886, porém, sua aceitação pelo público foi lenta e sofrida, pela incompreensão ao trabalho realizado.
Ridicularizados inicialmente pela crítica por não seguirem a tradição pictórica que vinha sendo solidificada desde o renascimento, acabaram por, paulatinamente, obter o respeito e aceitação de suas “novas técnicas“ por parte do público. A impressão que um objeto causava ao artista deveria ser captada pelas pinceladas. Os objetos retratados seriam aqueles percebidos pela visão como paisagens, retratos, cenas do cotidiano.
Duas influências foram fundamentais para o movimento: as estampas japonesas que se popularizam na Europa no final do Século XIX, com seu desrespeito à perspectiva e às normas de composição da academia ocidental e a invenção da fotografia.
A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornaram-se o principal elemento da pintura. Os impressionistas buscavam retratar em suas obras os efeitos da luz do sol sobre a natureza, por isso, quase sempre pintavam ao ar livre. A ênfase, portanto, era dada na capacidade da luz solar em modificar todas as cores de um ambiente, explorando os contrastes e a claridade das cores, resplandecendo a ideia de felicidade e harmonia. As figuras não deveriam ter contornos nítidos e o preto jamais poderia ser utilizado; até as sombras deveriam ser luminosas e coloridas.
Os principais artistas impressionistas foram Monet, Manet, Renoir, Camile Pissaro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Degas, Cézanne, Caillebotte, Mary Cassatt, Boudin e Morisot.
No Brasil, o representante máximo do impressionismo foi Eliseu Visconti, o qual teve contato com a obra dos impressionistas e soube transformar as características do movimento conforme a cor e a atmosfera luminosa do nosso país.